O mundo de acordo com a Monsanto (documentário)

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O documentário aponta os perigos decorrentes do crescimento exponencial das lavouras transgênicas, que em 2007 cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas 90% patenteadas pela Monsanto.

A investigação de três anos foi baseada em milhares de documentos oficiais, publicações científicas e artigos encontrados no Google.

A realizadora, a francesa Marie-Monique Robin, centrou o seu filme - e livro com o mesmo título - na empresa Saint-Louis (Missouri, EUA), que em mais de um século de existência foi fabricante do PCB (pirâmide), do Agente Laranja, usado como herbicida na Guerra do Vietnã, e hormônios para aumentar a produção de leite proibidos na Europa.

O documentário aponta os perigos decorrentes do crescimento exponencial das lavouras transgênicas, que em 2007 cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas 90% patenteadas pela Monsanto.

A investigação de três anos foi baseada em milhares de documentos oficiais, publicações científicas e artigos encontrados no Google.

A investigação a levou aos Estados Unidos e países como Índia, Paraguai, Brasil ou México, comparando as virtudes proclamadas dos OGMs com realidades que muitas vezes são de camponeses afundados por dívidas com a multinacional, de pessoas com problemas de saúde. próximo a plantações ou variedades originais de grãos ameaçadas por espécies transgênicas.

James Maryanski, ex-coordenador de biotecnologias da Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, reconhece que a autorização de comercialização de OGM em 1992 foi "política", pois a questão ainda estava em pleno andamento. discussão.

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A Monsanto tem uma patente sobre os OGMs "Roundup Ready", resistentes a esse potente herbicida que contaminaria as plantações de plantas comestíveis próximas.

Robin relatou em entrevistas divulgadas pela promoção do filme que tentou em vão obter respostas da Monsanto para todas essas perguntas, mas que a empresa decidiu "não endossar" seu filme.

Por isso, ele optou por se basear em centenas de documentos, palestras e declarações da empresa e verificar no local se as coisas eram tão idílicas quanto o lema da empresa, "Alimentação, saúde, esperança", implicava.

Um capítulo do livro, intitulado "Paraguai, Brasil, Argentina: a República Unida da Soja", narra a entrada dessa safra naqueles países, que hoje estão entre os maiores produtores do mundo, por meio de uma política de fato consumado que obrigou as autoridades do Paraguai e do Brasil a legalizar centenas de hectares plantados com grãos contrabandeados.

A legalização obviamente beneficiou a Monsanto, que conseguiu arrecadar royalties por seu produto.

“Este não é um filme ou um livro contra os OGM, mas uma importante peça do dossiê” sobre o assunto, declarou o líder ambientalista Nicolas Hulot, uma das personalidades mais respeitadas da França.

Marie-Monique Robin é uma jornalista freelance de prestígio, que em 2004 fez um documentário sobre o Plano Condor para eliminar dissidentes políticos na América do Sul - "Esquadrões da Morte: A Escola Francesa" - para o qual entrevistou vários dos repressores máximos das ditaduras militares dos anos 70.

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